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Além da Campanha: Mudar o “Pior Congresso da História” é o desafio.

O Congresso Nacional acumula polêmicas e vícios de poder que renderam o título de “pior congresso da história”. Em 2026, a escolha de dois senadores pode mudar o jogo.


Renovar o Congresso Nacional. Colagem editorial feita por IA.
Colagem editorial feita por IA.

A atual legislatura do Congresso Nacional, iniciada em 2023, tornou-se alvo, nas redes sociais da hashtag “pior Congresso da história”. Ela sintetiza a insatisfação de parte da população com decisões tomadas por deputados e senadores. Algumas dessas controvérsias ajudam a entender por que a disputa pelo Senado merece atenção e são o tema deste Além da Campanha.


Sempre vamos voltar nessa informação porque muita gente não sabe: O Congresso Nacional é formado por duas Casas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Ambas participam da elaboração das leis do país. Em geral, para uma proposta virar lei, ela precisa ser aprovada pelas duas.


A principal diferença está na representação. Os deputados federais representam a população e, por isso, estados mais populosos elegem bancadas maiores. Os senadores representam os estados e o Distrito Federal. Cada unidade da Federação elege três senadores, independentemente do número de habitantes, em eleições alternadas; uma em que se escolhe um e outra em que se elege dois como as deste ano.


Ao todo, o Senado possui 81 integrantes: três de cada um dos 26 estados e três do Distrito Federal. A Câmara dos Deputados é composta por 513 deputados federais. Eles são distribuídos entre os 26 estados e o Distrito Federal, proporcionalmente à população, respeitando os limites de 8 deputados no mínimo e 70 no máximo por unidade da Federação.


Infográfico Congresso e Senado.
Devido a essa configuração, o Senado pode equilibrar o jogo político. Clique na imagem para aumentar.

Exemplo de como vem atuado o Congresso Nacional


Em 15 de julho, o Senado aprovou o Projeto de Lei 2.486/2026, que retira 486,4 mil hectares (cerca de 37,4%) dos limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará. A área será transformada em Área de Proteção Ambiental, a APA do Jamanxim.


A mudança de categoria não é apenas uma alteração de nome. Uma floresta nacional é uma unidade de conservação de posse e domínio públicos. Já uma APA pode reunir terras públicas e propriedades privadas, admitir ocupação humana e permitir atividades econômicas submetidas a regras e planos de manejo acertados.


Na prática, a alteração abre caminho para a regularização das ocupações existentes na área transformada em APA. O texto permite que até 20% da vegetação de cada posse ou propriedade seja convertida para uso agropecuário. Também autoriza atividades minerárias tanto na APA quanto na parte remanescente da Flona, de acordo com os respectivos planos de manejo.


A tramitação foi acelerada nas duas Casas do Congresso. Na Câmara, o projeto foi apresentado em 19 de maio pelo deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL). No mesmo dia, ele e o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) protocolaram um pedido de urgência. A proposta foi aprovada já no dia seguinte.


Com a urgência, o deputado José Priante (MDB-PA) apresentou diretamente no plenário os pareceres correspondentes às comissões de Agricultura, Amazônia, Meio Ambiente e Constituição e Justiça. Os colegiados, portanto, não discutiram e votaram separadamente a proposta.

As comissões existem para examinar os aspectos técnicos, ambientais e jurídicos dos projetos antes que eles cheguem ao plenário. O regime de urgência é previsto para matérias consideradas relevantes e inadiáveis. Mas, neste caso, o tempo de análise e de debate público sobre a alteração de uma unidade de conservação federal com mais de 1 milhão de hectares foi inexistente.

Durante a votação, os deputados Henderson Pinto (União-PA) e Joaquim Passarinho (PL-PA) defenderam que famílias ocupavam a região antes da criação da Flona e precisavam de segurança jurídica. Em posição contrária, a deputada Marina Silva (Rede-SP), ex-ministra do Meio Ambiente, argumentou que os conflitos fundiários deveriam ser enfrentados com gestão pública, fiscalização e reassentamento das famílias, e não com a redução da proteção ambiental.


Plenário da Câmara dos Deputados durante discussão e votação de propostas legislativas - Foto: Bruno Spada/ Agência Câmara de Notícias.
Plenário da Câmara dos Deputados durante discussão e votação de propostas legislativas - Foto: Bruno Spada/ Agência Câmara de Notícias. Leia e veja o vídeo.

Contudo, Marina foi praticamente ignorada e, quando o projeto chegou ao Senado, Jader Barbalho (MDB-PA) fez relatório favorável a ele. Na sequência, o pedido de urgência foi apresentado pelas lideranças da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), do senador Wellington Fagundes (PL-MT) e o projeto foi aprovado com votação simbólica, ou seja, sem registro dos votos individuais. Depois, seguiu para sanção presidencial.

A Amazônia participa do transporte de umidade que abastece as chuvas no Centro-Sul da América do Sul. Além de liberar carbono, o desmatamento reduz a evaporação produzida pelas árvores e altera a circulação da água na atmosfera.
Um estudo publicado em 2026 na revista científica PNAS demonstra que a destruição da floresta produz consequências climáticas a milhares de quilômetros de distância. Em um país já atingido por secas, ondas de calor e enchentes extremas, enfraquecer a proteção da Amazônia significa aumentar riscos que não ficam restritos à região Norte. 

Consulte o estudo publicado na Revista PNAS.


Sem falar que a Floresta Nacional do Jamanxim foi criada em 2006 justamente para conter o avanço do desmatamento ao longo da BR-163, em uma região pressionada pela pecuária, pela exploração ilegal de madeira, pelo garimpo e pela apropriação irregular de terras públicas. Mesmo assim, os congressistas a desprotegeram sem uma discussão aprofundada e com justificativas questionáveis.


Legislação em causa própria.


Há, sem dúvidas muitos interesses que levaram a esse caso da Flona do Jamaxim. Cabe falar que em diferentes temas, decisões da Câmara e do Senado têm sido criticadas por beneficiar grupos e, às vezes, até os próprios integrantes do sistema político. É nesse contexto que aparece a expressão “legislar em causa própria”, que envolve o “conflito de interesses”.


São expressões utilizadas quando deputados ou senadores aprovam medidas capazes de favorecer diretamente seus mandatos, seus partidos, suas famílias ou a própria classe política. Isso não significa, necessariamente, que a decisão seja ilegal. O problema está no fato de que quem cria a regra também pode ser beneficiado por ela.O que é injusto.


Um exemplo ocorreu em 2022, quando o Congresso aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 471/2022, que reajustou os salários de deputados, senadores, presidente e vice-presidente da República e ministros de Estado.


Congressistas votam seu próprio aumento salarial
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado. Leia matéria aqui.

A proposta foi apresentada coletivamente pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. O pedido de urgência foi protocolado pela deputada Celina Leão (PP-DF) e outros parlamentares. Na Câmara, o substitutivo que definiu os valores foi apresentado pelo deputado Hildo Rocha (MDB-MA). No Senado, o relator Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) manteve o texto aprovado pelos deputados. O aumento total foi de 37,32% e terminou de ser aplicado em fevereiro de 2025.


Patrimônio dos congressistas brasileiros
Geralmente as pessoas só elegem ricos para o senado. Na última eleição, entre as 27 pessoas eleitas, 15 declararam patrimônio superior a R$1 milhão./ FONTE: TSE

"Eu me perdoo"


Outro caso foi a Proposta de Emenda à Constituição 9/2023, conhecida como PEC da Anistia. Na Câmara, o texto aprovado foi elaborado pelo relator Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP). No Senado, a relatoria ficou com Marcelo Castro (MDB-PI).


Aprovada em 2024, a proposta foi promulgada como Emenda Constitucional 133. Ela criou um programa especial para os partidos renegociarem suas dívidas. Os juros e as multas acumulados foram perdoados, e os débitos puderam ser parcelados em até 60 meses, no caso das obrigações previdenciárias, e em até 180 meses para as demais dívidas. 


O texto também considerou cumprida a obrigação de financiar candidaturas de pessoas pretas e pardas nas eleições anteriores, mesmo quando os partidos aplicaram qualquer valor. Em contrapartida, determinou que os recursos que deixaram de ser destinados a essas candidaturas fossem compensados nas quatro eleições seguintes, a partir de 2026. A crítica central foi justamente a de que os partidos flexibilizaram as consequências pelo descumprimento de regras que eles próprios deveriam respeitar.

Na última eleição entraram 27 novos senadores. 18 cadeiras foram ocupadas por brancos, seis foram ocupadas por negros, duas cadeiras por indígenas e uma cadeira é ocupada por um senador que não declarou etnia.
Na última eleição entraram 27 novos senadores. 18 cadeiras foram ocupadas por brancos, seis foram ocupadas por negros, duas cadeiras por indígenas e uma cadeira é ocupada por um senador que não declarou etnia.

"Tudo pelo meu pai"


Mas o caso mais exemplar foi o que ocorreu em setembro de 2025. Nesta data, o Senado aprovou, por 50 votos a 24, o Projeto de Lei Complementar 192/2023, que modificou a contagem do período de inelegibilidade previsto na Lei da Ficha Limpa.


A principal autora da proposta foi a deputada Dani Cunha, que estava no União Brasil do Rio de Janeiro quando apresentou o projeto e atualmente integra o PL. Eleita em 2022, ela exerce seu primeiro mandato na Câmara. Estamos falando de ninguém menos que a filha de Eduardo Cunha (Republicanos), ex-presidente da Câmara dos Deputados que teve o mandato cassado em 2016. Pela forma anterior de contagem da inelegibilidade, ele ficaria impedido de disputar eleições até 2027.


O projeto apresentado pela filha antecipou o início da contagem para a data da condenação, da renúncia ou da decisão que decretou a perda do mandato. Essa mudança poderia abrir caminho para que Eduardo Cunha voltasse a disputar uma eleição em 2026 no estado de Minas Gerais. Já que o projeto antecipou o início da contagem dos oito anos de inelegibilidade em determinadas situações. Com isso, pode reduzir o período efetivo durante o qual alguns políticos ficam impedidos de disputar eleições.


A existência desse possível benefício familiar não demonstra, por si só, que Dani Cunha tenha apresentado o projeto para favorecer o pai. Mas o conflito de interesses está claro: a autora da mudança, a parlamentar, possui um familiar diretamente beneficiado pelas regras que ela propôs alterar. 


A proposta foi sancionada como Lei Complementar 219/2025, com vetos parciais do presidente Lula. A mudança, porém, não garantiu automaticamente a candidatura de Eduardo Cunha. Em 2026, ele registrou candidatura a deputado federal por Minas Gerais pelo Republicanos, mas o Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação do registro com base em outra condenação, por improbidade administrativa. Segundo o órgão, essa condenação o manteria inelegível até 2027. A situação ainda depende de decisão da Justiça Eleitoral.


Dani e Eduardo Cunha
Eduardo Cunha no plenário da Câmara com a filha Dani Cunha, no dia em que ela tomou posse como deputada/ Foto: Reprodução de O Globo.

A votação para o senado


O mandato de senador dura oito anos, mas a composição do Senado é renovada a cada quatro. Em uma eleição, cada estado e o Distrito Federal escolhem um senador, renovando um terço das 81 cadeiras. Na eleição seguinte, são escolhidos dois, renovando os outros dois terços.


Este ano, Minas Gerais terá duas vagas em disputa. Por isso, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado. A urna apresentará primeiro o voto para uma vaga e, depois, para a outra. Se o eleitor repetir o mesmo candidato, apenas o primeiro voto será válido; o segundo será anulado.


A eleição para o Senado segue o sistema majoritário de maioria simples. Isso significa que não há segundo turno nem a exigência de obter mais da metade dos votos válidos. Em Minas Gerais, serão eleitos os dois candidatos que receberem mais votos em todo o estado.


Já a eleição para deputados é proporcional. Nesse sistema, os votos recebidos pelos candidatos e pelo partido ou federação ajudam a definir quantas cadeiras cada grupo político terá. Depois, as vagas são ocupadas pelos candidatos mais votados dentro de cada partido ou federação. Portanto, o voto dado a um candidato também contribui para o desempenho de sua legenda.


Em 2026, a maioria dos deputados senadores em fim de mandato não está muito a fim de liberar a cadeira por livre e espontânea vontade. Quase 90% dos 513 deputados tentarão a reeleição em outubro, um recorde desde a redemocratização do país. No Senado, 35 dos 54 senadores em fim de mandato (64,8%) vão tentar manter os mandatos por mais 8 anos.


Veja aqui nesta análise o que dificulta a renovação:


E aqui o levantamento do Congresso em Foco:

Proporção de Mulheres e homens no Senado
15 das 81 cadeiras hoje são ocupadas por mulheres. Nenhuma mulher trans.

Quando se fala na eleição de mulheres para o Senado, é preciso diferenciar duas situações que costumam ser confundidas: senadoras eleitas pelo voto para representar o estado e suplentes que assumiram o mandato.


O dado histórico é contundente: Minas Gerais elegeu apenas uma mulher para o Senado. Na eleição de 1990, Júnia Marise, então filiada ao PRN, e Marluce Pinto, de Roraima, tornaram-se as primeiras mulheres eleitas diretamente para a Casa. Júnia representou Minas entre 1991 e 1999. Antes delas, mulheres haviam exercido o cargo apenas na condição de suplentes.


Até então, desde fevereiro de 1999, nenhuma mulher ocupa uma das cadeiras mineiras no Senado. Essa ausência ganha ainda mais relevância em 2026, quando PT e PSOL defendem a eleição da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e da ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL) para as duas vagas. Outras duas mulheres também tentam romper esse jejum: Ana Luiza do MLB (UP) e Victoria Mello Vic (PSTU). 


Isso mesmo: das 17 candidaturas ao Senado por Minas Gerais, apenas quatro são de mulheres e todas pertencem a partidos do campo da esquerda.


Clique aqui e veja a lista detalhada de todos os candidatos com seus suplentes.


Como Minas elegerá dois representantes em 2026, a vitória de uma mulher faria o estado voltar a ter uma senadora a partir de 2027, depois de 28 anos, e faria dela a segunda mulher eleita para o cargo pelos mineiros. A eleição de duas mulheres pelo voto, no mesmo pleito, seria um fato inédito, histórico, e apontaria uma mudança de comportamento do eleitorado.


O suplente importa muito


Nessa história, aparece a figura do suplente. O primeiro suplente assume a cadeira quando o senador deixa o mandato definitivamente, como nos casos de renúncia, morte ou perda do mandato. Também pode substituir o titular temporariamente em determinados afastamentos ou em licenças superiores a 120 dias.


Por exemplo, se o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que disputa o governo de Minas Gerais, vencer a eleição e tomar posse, deixará definitivamente o Senado. A cadeira não ficará vazia, nem será ocupada por um dos candidatos deste pleito. O primeiro suplente Alex Diniz, será chamado para exercer o restante do mandato, que termina em 2031. Caso ele não possa assumir, a vaga passará ao segundo suplente, Wander de Sousa. Os dois foram registrados na chapa de Cleitinho em 2022 e não receberam votos separadamente.


Alex Diniz é empresário de Governador Valadares e sócio da rede de supermercados Coelho Diniz, uma das maiores do interior mineiro. A família também possui investimentos imobiliários e tornou-se acionista de referência do Grupo Pão de Açúcar. Alex é irmão do deputado federal Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG). Em 2022, declarou à Justiça Eleitoral ter ensino médio incompleto e patrimônio de R$ 66,2 milhões.


Em agosto de 2024, Alex anunciou que deixaria a suplência depois de romper com o Republicanos durante as eleições municipais de Governador Valadares. Insatisfeito com os rumos do partido, chegou a jogar no lixo a camisa e a carteirinha da legenda durante uma convenção. A renúncia à suplência, porém, precisa ser formalizada por escrito à Mesa do Senado. Como Alex não concluiu esse procedimento, permaneceu oficialmente como primeiro suplente, mesmo depois de se filiar ao PL.


O racha de cleitinho e alex dinis
Foto reproduzida e editada: a esquerda Cleitinho Azevedo e a direita Alex Diniz

Se Alex renunciasse formalmente à suplência, Wander de Sousa passaria a ocupar o primeiro lugar na linha de sucessão. Conhecido em Divinópolis como Wandinho da Estrela, Wander é empresário do setor imobiliário. Em 2022, declarou à Justiça Eleitoral participação na Gerais Imobiliária e patrimônio de R$ 1,84 milhão. É formado em Direito e já atuou como professor e juiz de paz.


Wander também preside o Estrela do Oeste Clube, em Divinópolis. Ele entrou na chapa de Cleitinho durante a campanha de 2022, depois da desistência de outro nome escolhido para a segunda suplência. Naquela eleição, estava filiado ao PSC. Como o partido foi incorporado ao Podemos em 2023, Wander passou a ser vinculado ao Podemos.



Vale dizer que um suplente que assume não é apenas um substituto simbólico. Ele passa a votar leis, participar de comissões, fiscalizar o governo e tomar decisões nacionais com o mesmo poder de um senador eleito. Por isso, antes de votar, é importante verificar quem compõe a chapa, quais são suas trajetórias, vínculos políticos e posições públicas. Um voto para senador pode colocar no exercício do mandato uma pessoa que não foi escolhida diretamente pela maioria dos eleitores, mas que estava registrada como suplente desde a eleição.


Você pode consultar o titular e os dois suplentes de senadores e deputados no sistema oficial do TSE, o DivulgaCandContas. Basta selecionar as Eleições 2026, Minas Gerais e o cargo de senador, depois abrir o perfil da candidatura.


Gênero raça e cor dos senadores eleitos.
Nas últimas eleições, as quatro mulheres eleitas para o Senado se autodeclararam brancas; nenhuma mulher negra foi eleita para as 27 vagas.

Agora é com você


O Senado busca equilibrar a representação política no país. Já que, na Câmara de deputados, estados mais populosos têm mais representantes. No Senado não. Todos os estados possuem o mesmo peso. Como o mandato é longo e a Casa não se renova inteira de uma só vez, suas decisões têm impacto duradouro sobre leis, orçamento, fiscalização do governo e funcionamento das instituições.


Na hora de escolher um senador, portanto, vale perguntar sobre o projeto político que essa chapa representa, quem poderá ocupar a vaga caso o titular se afaste e, principalmente, pesquisar a atuação do candidato nos últimos quatro anos. A cada eleição podemos aprender com a experiência e sermos cidadãos mais vigilantes e participantes.


Em 2022, pessoas negras ocuparam 22,2% das cadeiras, embora constituam mais da metade da população brasileira. Nenhuma mulher negra foi eleita para o Senado naquele pleito. Os patrimônios declarados mostram que 55% das vagas foram conquistadas por milionários, que eram 38% das candidaturas ao Senado. Se você não se sente representado, só você pode ajudar a mudar essa realidade.


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